Meia Maratona Internacional de João Pessoa: A mais rápida do Brasil
novembro 24, 2021

No último domingo, dia 14/11, aconteceu a segunda edição da Meia Maratona Internacional de João Pessoa/PB, e neste pequeno texto pretendo descrever um pouco, da emoção que senti neste dia, que para mim foi demais. Durante a prova, não consegui pensar em outro comparativo, teria que ser este! Para materializar em uma palavra o que estava acontecendo bem diante das minhas lentes, do que chegava aos meus ouvidos e claro, sobre o que fazia meu coração acelerar e os pelos dos meus braços se arrepiarem: eu estava diante de uma palco, onde os artistas eram os corredores e corredoras da Meia Maratona Internacional de João Pessoa/ PB.

Digo isto porque, a cidade de João Pessoa e o que ela entrega aos corredores e corredoras por si já nos dá uma dimensão do quão fantástica pode ser uma corrida de rua na orla da capital paraibana. Em João Pessoa encontramos o percurso mais plano do país, então se a ideia é bater um Record pessoal o palco pode ser por aqui. Porém, isso não quer dizer que seja super tranquilo, que a prova não terá suas dificuldades, longe disso. Pois, para quem não está lembrado, Jampa (carinhosamente chamada pelos moradores) é o ponto mais oriental das Américas e isso significa que o sol nasce primeiro aqui, logo ele fica à ponto de derreter tênis no asfalto às 08h. Para se ter uma ideia do quão quente é o nosso clima, eu inventei de deitar duas vezes no asfalto para fazer umas fotos mais imponentes dos corredores e não aguentei por muito tempo, estava extremamente quente. Para além do sol, também é preciso considerar outro aspecto de contrariedade por ser uma prova no litoral, belíssimo diga-se de passagem, que é o vento contra na volta, que pode ser uma condição de dificuldade por cerca de cinco quilômetros. Por isso, como disse anteriormente: é plana mas não é mole!


Foto: Matheus Firmino

Portanto, essa prova nessas condições se transformou em um grande palco! Apenas essa palavra veio em minha mente, pois é em um palco que todo mundo tenta mostrar o que de melhor têm para oferecer, em um palco nós somos colocados diante dos outros e precisamos perder o medo, vencer o que nos propusemos a fazer. E essa disposição de fazer a coisa acontecer eu vi “de ruma” como dizemos por aqui. Vi uma pessoa que há anos participa como caminhante nas provas e dessa vez os seus primeiros cinco quilômetros correndo foram conquistados. Dentre tantas cenas há uma inesquecível, que foi a de um corredor que caiu há uns 150m de onde eu estava, e logo percebi que era um meio maratonista com cãibras (lógico que como fotógrafo eu quis ir fotografar esse momento) que ficou ali por minutos e apesar das tentativas de ajuda de outros participantes ele se levantou sozinho, seguiu chorando e quando passou por mim, me olhou e disse “eu vou terminar” mesmo antes que o perguntasse se ele estava bem, acho que ele viu nos meus olhos o que eu queria saber, foi neste momento meu braço arrepiou e meu coração bateu mais forte.

Foi um palco de uma alegria que não consigo explicar, só dizer por alto e nem tampouco contabilizar a quantidade de “booora Matheus” ou “ vai Foco” que eu ouvi. Outro momento incrível era quando buscava cravar o foco na pessoa, e o seu sorriso estampado era gigante! Quantas pessoas passaram por mim de mãos dadas, de punhos cerrados, fazendo pose, beijando o parceiro, fazendo coraçãozinho ou indo buscar o amigo de equipe que estavam fazendo o trecho final de sua primeira meia maratona? Não sei! Pois, perdi alguns pelo fato de me emocionar com a cena e perco o clique (rs), alguns clientes e amigos já sabem que isso acontece comigo porque acabo me contagiando pelo momento.


Foto: Patrícia Idalina

Palco este que fotógrafos gostam, e querem estar, porque de tudo acontece e as possibilidades são muitas, mas claro, não se pode vacilar e perder todo o planejamento que uma prova dessa exige de nós. Já no final da prova, observei que logo depois da locação que eu havia escolhido chegou um carro pipa para jogar água nos corredores e pensei em correr pra lá, pois já fiz isso antes e amei o resultado, mas não dava para largar a locação devido ao alto fluxo de pessoas. Fiquei imaginando “poxa a galera merece um foto lá”, e, embora não tenha ido, a fotógrafa da equipe da Foco, Patrícia Idalina foi e fez acontecer, e o resultado foi incrível! Não fiz as fotos, mas elas aconteceram, e as pessoas adoraram, então isso também me deixou extremamente feliz.

E foi isso, um palco de 21k que nesse texto eu não consegui descrever nem metade do que eu senti, mas, mesmo assim precisava verbalizar mesmo que minimamente este momento que para mim, foi histórico.

Matheus Firmino 
Fotógrafo e Sociólogo

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